Filhos adultos: como conviver?

Filhos
06.maio.2014

Quem não gostaria de receber convites de seus filhos adultos por eles terem certeza de que juntos terão bons momentos, e porque sabem que é sempre agradável para eles e suas famílias estarem com você? Em vez disso, muitos filhos adultos acabam convidando seus pais apenas por “obrigação”, atendendo a demandas emocionais deles ou  esperando estar assim cumprindo seus “deveres de filhos.”

Por que será que isto acontece? Será a evolução natural das coisas e pronto? Não devemos ter expectativas de conviver com nossos filhos adultos, pois “criamos os filhos para o mundo, e não para nós”?…  Nossa resposta seria, digamos que sim, mas sem radicalismos…

Conviver com filhos crescidos pode ser muito bom, e é possível.  Há famílias que conseguem evoluir e crescer junto com seus filhos, começando por assimilar aos poucos as novidades trazidas por eles. E o fazem por entender que isso os ajuda a “acertar o passo” com a sociedade em mudança constante que hoje temos ao nosso redor. Nesse caso, é preciso desenvolver algumas habilidades ao longo dos anos: ouvir cuidadosamente as crianças, entender seu pensamento e linguagem próprios, enquanto valores básicos até então transmitidos são reafirmados. E, além disso e sobretudo, aprender a pensar junto com eles, em vez de tentar impor-lhes uma única  forma de pensar.

Crescendo próximos aos pais, os filhos absorvem diferentes lições de vida. Na sequência da vida, outras  interações e influências externas à família virão, e lhes permitirão  melhorar, adotar, adaptar ou descartar parte de seu aprendizado básico  familiar.

Até que surge um momento em que são os pais que começam a aprender  e a crescer com os filhos. Pais e mães que estão “em dia” com os acontecimentos mundiais se atualizam quanto à cultura e às mudanças na sociedade.  Tornam-se naturalmente  mais aptos a lidar com o mundo em que seus filhos adultos transitam,  porque é o mundo deles também. Em contraste, os que se mantém isolados do resto do mundo, “esperando o tempo passar,” vão encontrar cada vez mais dificuldades em conviver com seus filhos adultos.

 

assinatura_simone

 

 

Este é o primeiro texto da série “Filhos Adultos”. Leia sua continuação em “Filhos Adultos: Convivendo com as diferenças” e “Filhos adultos: Conviver sim, invadir, não!

Artigos relacionados

11 fev

A consagração do “ficar”

Às vezes assistimos à consolidação de um determinado comportamento que foi se generalizando sem que nos déssemos conta e, em dado momento, achamos estranho ele estar ali, estabelecido como se sempre tivesse estado. Aí, nos indagamos como aquele movimento surgiu, como ele chegou àquele ponto, àquele lugar e o não acompanhamos? Com o ficar foi […]

  • 1277
Filhos
4 maio

Dia das Mães ou Travesseiros na Janela

Dia desses visitei uma cidadezinha de colonização alemã e reparei nas casas com travesseiros nas janelas, preguiçosos, tomando um solzinho pela manhã. Imediatamente me lembrei de minha mãe, que aproveitava as manhãs de sol para colocar na janela os travesseiros de casa. Era um hábito, quase um ritual, que ela manteve até no fim da […]

  • 1735
Filhos
21 ago

A relação com os filhos adultos

A partir do momento em que conseguimos nos despedir do papel de pais, torna-se mais fácil nos relacionarmos, de forma não intervencionista, com nossos filhos adultos. Os melhores relacionamentos entre pais e filhos encontram-se nas famílias em que os pais foram capazes de manter o respeito e a admiração de seus filhos e puderam evoluir […]

  • 2816
Filhos