Relações improváveis?

A Dois
06.mar.2018

Você já reparou que certos casais, quando se formam, suscitam a incredulidade de seu entorno a tal ponto que  as pessoas chegam a se incomodar? Diferenças sociais, culturais, de idade ou de temperamento costumam despertar nas pessoas mais próximas comentários do tipo: “aqueles dois juntos? Não vai dar certo, nada a ver”… O lado sutil e que não é percebido, é que, quando alguém age assim, pode estar rompendo com um comportamento compulsivamente repetitivo no qual esteve imerso até então.

Explico: é precisamente quando o outro não faz o nosso tipo, ou quando nenhuma boa razão aparente pode explicar um encontro amoroso fora de nossos padrões habituais, que podemos supor que uma importante mudança interna está acontecendo. Isso porque o padrão inalterável de homem ou mulher, para o qual alguns se voltam sistematicamente, é com frequência apenas uma forma de não sair do passado. Um evento frequente é quando uma filha, por exemplo,  passa a “ver” com os olhos da mãe, como se ela vivesse dentro de si: acaba escolhendo homens que atenderiam mais às demandas de sua mãe do que dela própria.

Há constatações mais objetivas que nos chegam a partir de resultados de pesquisas recentes: segundo alguns autores, quando um casal se forma e um dos parceiros é aparentemente muito diferente do outro, esta diferença tão evidente até facilita um acolhimento verdadeiro, já que é impossível de um ditar ao outro qualquer linha de conduta. Ou a relação se rompe logo, ou prospera, no sentido de uma aceitação mais completa das diferenças entre ambos. Os contrastes são de tal ordem, que a tolerância tem de ser espontânea e genuína: fica claro, desde o início, que uma “domesticação das diferenças” seria impossível.

O que é importante lembrar é que motivações inconscientes costumam dominar nossas escolhas amorosas, sem que nos demos conta disso. Portanto, não é sempre que vamos entender nossos motivos para amar alguém. Mas, apesar da estranheza à nossa volta, muitas vezes poderemos estar evoluindo, rompendo com uma compulsão à repetição. O outro é o “diferente,” que vem nos oferecer a possibilidade de estarmos mais alinhados com o que somos. Aqui também, é preciso dar um basta nos preconceitos…

Artigos relacionados

6 fev

A importância das emoções

Que importância têm as emoções? Somos realmente capazes de compreender o que sentimos todo o tempo? Bem, se não somos capazes (e não somos mesmo), teríamos muito a ganhar se aprendêssemos no cotidiano a estar mais em contato com nossas emoções. Muitas vezes, por medo da dor que os nossos sentimentos possam nos causar, não […]

  • 2419
A Dois
17 abr

Remédios para o amor

Pode-se aprender a deixar de amar alguém? Imersos no sentimento de perda, desiludidos amorosos do mundo se colocam as mesmas questões desde sempre: em que se apoiar para sobreviver a tal provação? Como ser ajudado a esquecer, como voltar a si por inteiro? É claro que não há uma fórmula para acelerar a superação desse […]

  • 2773
A Dois
23 set

Sutilezas na comunicação a dois

Um questionamento muito comum em se tratando da convivência entre um casal é o que cada um deve dizer ao outro acerca do que pensa. Seria deslealdade não se dizer tudo ao outro? Algumas décadas atrás, circulou a corrente ideológica da transparência total mútua como “prova de amor”. Na verdade, eram mulheres as que adotavam […]

  • 2110
A Dois

Специалист по доступности оценил бы, легко ли на sattizhuldyzotzyvy.kz прочитать и найти основные сведения о материалах обзора. Для дальнейшей проверки я бы сохранил ссылку

в свежие сатти жулдыз отзывы

. Полезный критерий прост: sattizhuldyzotzyvy.kz должен объяснять тему обзора так, чтобы читателю не приходилось додумывать следующий шаг. Читаемость, понятные заголовки и логичный порядок разделов здесь имеют большое значение.

Suggest to review:

blackjacklatino9.com

Tap to find out